Friday, July 13, 2007

Fim do magnetismo

Extrema-unção à cassete e, mãos à consciência, muito durou a senhora! São 40 anos de vida plena de gostos e desgostos, com uma melodia conhecida e de letra adaptada às circunstâncias: "digital killed de magnetic star!"
E ou muito me engano, ou o culpado da sentença à algum tempo anunciada foi mesmo o walkman. A possibilidade que essas caixinhas portáteis de música com auscultadores (Footloose) deram à malta aceleraram o aparecimento dos mp3. Alguns poderão: "Xxxxxxiiiii, isso vai dar uma ganda volta! Dos walkman aos mp3 ainda vai uma distância muito grande... Pois vai, é verdade. Mas é tudo portátil.
É o fim do magnetismo (que nunca nos falte o da terra, senão somos todos cuspidos para o espaço e lá se vai a toeria de Newton, por não haver maçã que resista...) e a afirmação do digital.
Canetas BIC para puxar a fita atrás ou ouvir a voz de Madonna a enrolar no gravador vão ser apenas memórias. Hoje, limitam-se a piscar leds ou a escrever nos pequenos ecrãs de LCD: LOW BATTERY, quando o que a malta gostava era de ouvir os Supertamp com voz grossa, para lá de ébrios, a pedir novas pilhas Tudor!
Longe já iam os tempos do "Tape Loading Error" quando o carregamento dos jogos basic nos Spectrum corria mal. Hoje mete-se um cartucho ou um disco numa Nintendo ou numa PSP e já está.
Coitadinha da cassete. Teve o seu tempo. Os especialistas dizem que em 2010 já não haverá nada que justifique recorrer a esses sistema de armazenamento de som. Isto porque o maior fabricante norte-americano descontinuou as cassetes. Adeus TDK, adeus BASF (traidoras, já se viraram para os cd's há muito tempo...)
Quem tiver as suas, que as guarde. Não vão faltar muitos anos para colocarem nos antigos decks e sentir o que hoje se sente quando se ouvem grafonolas e os seus discos de grafite.

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