Tuesday, June 5, 2007

Dinastia do Rei Reininho - Vol. 1

Dunas são como divãs
Mas com uns pós-modernos
Roendo maças
Agarram na angústia
Na ondas da manhã

Ser o melhor é normal
Fundido na bruma
Ter medo é pulsão fundamental
É de fancaria a fingir
Frustraçãozita acidental

Salto para cima
No espelho um esgar
Isso de ver baratas tamanhas
E chegar mesmo a acreditar

Excepção feita aos onanistas
Que fiquem perto da esplanada de um bar
Só ligam às fotos das revistas
E chegar mesmo a acreditar

Não é de origem elevada difícil de recensear
O vento da manhã quando soprar
Na atitude tão clara e tão óbvia
Aparentemente sem moralizar

O cheiro a carne assada humana
O riso das crianças dos outros
Como se fossem mafiosos convictos
Que disfarçam ao dealar

As pequenas crueldades
Imponentes ou equívocas
Onde nem a beladona cresce
Desagregarão o tempo presente

Vim para devolver as cidades
Onde era sangue é só solidão
Aos intoxicados da terra
Tocando o musgo com a mão

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