Dunas são como divãs
Mas com uns pós-modernos
Roendo maças
Agarram na angústia
Na ondas da manhã
Ser o melhor é normal
Fundido na bruma
Ter medo é pulsão fundamental
É de fancaria a fingir
Frustraçãozita acidental
Salto para cima
No espelho um esgar
Isso de ver baratas tamanhas
E chegar mesmo a acreditar
Excepção feita aos onanistas
Que fiquem perto da esplanada de um bar
Só ligam às fotos das revistas
E chegar mesmo a acreditar
Não é de origem elevada difícil de recensear
O vento da manhã quando soprar
Na atitude tão clara e tão óbvia
Aparentemente sem moralizar
O cheiro a carne assada humana
O riso das crianças dos outros
Como se fossem mafiosos convictos
Que disfarçam ao dealar
As pequenas crueldades
Imponentes ou equívocas
Onde nem a beladona cresce
Desagregarão o tempo presente
Vim para devolver as cidades
Onde era sangue é só solidão
Aos intoxicados da terra
Tocando o musgo com a mão
Tuesday, June 5, 2007
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
No comments:
Post a Comment